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sábado, 18 de maio de 2013

Eu fui meu próprio carrasco - Depoimento - Violência doméstica.


Hoje para se absolutamente sincera tenho que admitir que sempre fui meu próprio carrasco, o auto desprezo que sentia, a minha constante busca pela dor, o medo, a ansiosa espera de que seria rejeitada e humilhada, não deixa nenhuma duvida quanto a esse fato. Procurei as experiências que tive, por não me sentir digna, merecedora, e boa o bastante para receber nada de melhor. Mesmo tendo lido toneladas de livros de autoajuda, não conseguia me ajudar a mudar minhas atitudes.
Aniquilei o meu corpo, me entupindo de comidas, cigarros. Destruí meus dentes, em uma atitude inconsciente para ficar feita e afastada de qualquer relacionamento. Não conseguia me sentir digna e nem capaz nem de ser mãe dos meus filhos, sempre acreditei que estava fadada ao fracasso, que eu não tinha nascido para dar certo.
Como a dor de aceitar uma vida assim é terrível, eu vivia literalmente me protegendo em quilos de gordura e em uma espessa cortina de fumaça. Enquanto esperava por um milagre, ou uma fada madrinhas, que faria com que todo o meu ser se transformasse em luz, sem que eu tivesse que fazer nada para isso.
O medo tremendo que sempre senti a vergonha que acreditava ser para os meus filhos terem uma mãe gorda, desdentada, fedida a cigarros e feia, era uma dor insuportável, eu vivia mergulhada na mais espessa lama. E só conseguia sobreviver porque minha cabeça vivia em outro mundo. Eu vivia literalmente no mundo da fantasia, no mundo do faz de conta. Raramente me dava conta do realmente era, ou do que estava acontecendo de verdade a minha volta.
Até hoje acredito em um verdadeiro milagre em minha vida, por ter conseguido superar tudo isso e me transformar na Fátima que hoje sou. Um dia ouvi alguém dizer que “no fundo do poço tem mola” é verdade!
Chega um momento em nossa vida que a dor em nossa alma é tanta que mesmo sem percebermos, sem termos uma verdadeira consciência nossa alma grita: “não dá mais, chega!”.  É nesse momento que as coisas começam a se transformar, que começamos a agir como seres humanos, que matamos o zumbi que tomou conta de nossa vida por anos a fio. Nessa hora decisiva, nos dispomos a nos conhecer, a conhecer o ser que mora dentro de nós, e ai as mudanças começam a acontecer naturalmente.
Quando tomamos conhecimento de alguma área em nossa vida que está deficiente ou falha, e deixamos de nos envergonhar ou sentir medo por isso, estamos iniciando a verdadeira transformação.
Se disponha a observar apenas. No inicio não é fácil, mas depois vamos aprendendo a lidar melhor com cada uma de nossas emoções. E principalmente começamos a entender que a dor de olhar para as nossas emoções é infinitamente menor, do que a dor de escondê-las.
Nossas perguntas tem poder, use as para entender o que está acontecendo. Pergunte-se:
O que eu quero que seja diferente? Como eu quero que seja? Porque está me incomodando essa situação? Porque minha vida está assim? Quais são os problemas que tenho comigo mesma e com a minha vida? Quais são os problemas que tenho com os meus relacionamentos de uma forma geral? Eles se repetem sempre? O que eu posso começar a fazer para que seja diferente de agora em diante?
Se não conseguir fazer todas elas, faça uma por mês já é o suficiente para uma enorme transformação em sua vida. Comece o fato de você começar vai te dar o poder e as ferramentas necessárias para seguir em frente.
Conte comigo sempre! 

Nossa vida como nossa casa as vezes precisa de uma boa faxina


Eu costumo comparar nossa vida com uma casa, a “nossa casa”, se ficamos tempo demais sem dar uma faxina ela começa a criar um cheiro de mofo, a sujeira vai se acumulando nos cantos, nos moveis, é comida estragada na geladeira, fogão sujo com gordura, os guarda roupas ficam uma bagunça, enfim parece que nada funciona.
Olhamos em volta e não sentimos nenhuma disposição de ficar, começamos a arranjar motivos para sair de “casa”, para não receber os amigos, a família, o novo amor em nossa “casa”, tudo isso porque estamos sem coragem de enfrentar uma boa faxina. Chega uma hora em que vamos ter que nos dispor de tempo,  de boa vontade, animo e coragem e enfrentar a faxina. Caso contrario o mau cheiro do mofo vai começar a incomodar os vizinhos, nossa família vai acabar se afastando, e vamos nos isolando.
É assim acontece em nossa vida, quando não nos dispomos a olhar o que tem de mofado, de podre, de estragado, quebrado, de lixo acumulado, de pó, e analisarmos o que queremos manter, consertar, limpar, ou jogar fora, vamos continuar vivendo no caos absoluto.
Nenhuma faxina é tarefa fácil, requer tempo e disposição. E normalmente estamos sem nenhuma disposição para encontrar o tempo necessário para tal empreendimento. Mas creia-me é preciso fazê-la. Sua vida está ficando cada vez mais entulhada de lixo, de pó, de mofo. Então se anime, lembre-se que depois de feita a faxina é uma delicia entrar em uma casa limpa organizada, arejada.
Temos de parar de dar uma limpadinha aqui, outra ali, e achar que com isso vamos conseguir resolver as coisas, isso é apenas uma forma de fugirmos da tarefa que nos espera. De tornarmos suportável a vida em “nossa casa”, do jeito que estamos acostumadas, sem ter que enfrentarmos o trabalho difícil de tirar os mofos, as coisas quebradas, o pó de cima dos armários, jogar fora o que não nos serve mais, o que está quebrado e não dá para consertarmos. Sabemos que a limpadinha superficial não ira resolver nada disso. Então coragem e vamos começar a gora a verdadeira limpeza, a verdadeira faxina.
Descobri uma coisa faxina só é difícil até nos dispormos a fazê-la e decidirmos começar, depois ela fica até divertida, encontramos coisas que nem nos lembrava mais, roupas que nos recordam eventos alegres e divertidos, outras que nos trazem lembranças amargas e de aprendizados profundos, mudamos os moveis de lugar, tiramos pra fora tudo o que está quebrado, decidimos o que vale ser consertado e o que é melhor ser jogado no lixo. Tiramos o pó que se acumula em cima dos moveis, as teias de aranha no teto acima das nossas cabeças, e quando chegamos ao final, estamos cansadas com o trabalho, mas imensamente felizes e leves. “Nossa casa” agora está cheirando a limpeza, está arejada, organizada, e então podemos convidar às pessoas que queremos para nos fazer uma visita, os amigos, a família, o amor, enfim somos nós apenas nós que vamos decidir quem será convidado ou não.
E então que tal colocar uma faxina em sua agenda agora? Coloque uma data para começar, e comece a observar o que você vai querer jogar fora, o vai querer consertar, os cantos onde se acumula a sujeira, abra seu guarda roupa e veja as roupas que não quer mais, as que não te servem mais, mesmo que elas te tragam boas lembranças, assuma não te servem mais. Comece e verá que a coragem para ir até o fim vai aparecer, na hora que você se dispor.

sexta-feira, 17 de maio de 2013

Tem um momento em que não temos mais coragem para encarar o espelho... - Violência doméstica


Existe uma época em que tudo em nossa vida começa a ser excessivo, estamos esgotadas demais, amadas de menos, trabalhando demais, trabalhando de menos, e tudo isso nos cobra um preço muito alto, é caro demais para pagarmos. 

Então o nosso coração se esgota diante de tantos excessos, nossa energia começa a nos faltar, e começamos a ficar ansiosas por “alguma coisa”, mas não sabemos ainda dar nome a essa “coisa” que ansiamos em ter. nos sentimos inquietas, irritadas, com aquela sensação estranha de que tudo está perto demais de nós, invasivo de mais, pequeno demais para nos caber, desagradáveis demais. Sentimo-nos perdidas. Essa “coisa” que sentimos tem nome é “nossa casa”, nossa alma clama para que recuperemos o nosso tesouro inestimável, mas estamos tateando no escuro.

Não existe nada que realça mais a luz, a maravilha, o tesouro, do que as trevas. Essa é uma grande e preciosa verdade espiritual. Em algumas fases da nossa vida é assim, quando não temos a menor ideia de onde ir, em que direção temos que seguir, ou mesmo por quanto tempo vamos ter que esperar. 

De repente levantamos e saímos no escuro trombando e tropeçando em nosso tesouro e quando isso acontece mergulhamos na maravilhosa sensação de termos encontrado a “nossa casa”, “é exatamente aqui que queríamos que ansiávamos por está”; a paz então se faz presente em nosso coração sofrido.

Mas até chegarmos em “nossa casa”, estamos definhando e tentamos caminhar, mesmo tortas queremos dar a impressão de que estamos cuidando de tudo, que tudo está perfeito. A “pele” que recebemos de “presente” da sociedade, nos deixa aleijadas, mas mesmo assim continuamos fingindo que nada está acontecendo. Acredite vamos pagar um preço muito alto por isso.
Começamos a ressecar, e cada dia mais fica difícil sentirmos alegria, entusiasmo. Começamos a ter insônias ou pesadelos terríveis, noites mal dormidas, nos deixam  cheias de cansaço e sem energia, mas continuamos acreditando que o melhor é ficarmos quietas em casa. Continuamos nos esforçando ao máximo para ignorarmos todos os fatos que vem nos ocorrendo.

Afinal é muito difícil reconhecermos a nossa condição antes que a aflição tome conta de nós por inteiro, só ai que mesmo mancando, rastejando, meio cegas começamos a rastejar de volta á “nossa casa”.

Para muitas de nós essa perambulação no escuro é apavorante, não estamos prontas para voltarmos realmente, é difícil ceder, renunciar a tudo o que estávamos acostumadas mesmo que fosse prejudicial a nós, deixar tudo para trás e ir embora, de nenhuma forma é fácil, por isso muitas vezes ficamos demorando tempo demais em nossas aflições, e nossas indecisões, mesmo quando tudo isso nos prejudica, mesmo quando o relacionamento nos destrói nos resseca por dentro.

Às vezes preferimos ignorar o fato de que estamos laceradas, que fomos proibidas de ser livres. Tentamos a todo custo escondermos as marcas das agressões que estão registradas a ferro e fogo em nossa alma, e os seus efeitos  avassaladores em nossa vida.

Ultrapassamos todos os nossos limites e simplesmente aceitamos o que nos é insuficiente, sem abrirmos a boca. Nesse terrível momento estamos aceitando a nossa destruição. Nossos cabelos caem, ganhamos ou perdemos pesos exageradamente, perdemos nossos dentes, e nos transformamos em uma versão caricatural do que um fomos. 

Sem coragem de encarar o espelho, prosseguimos. Continuamos a perder: perdemos nossas ideias, nossos preciosos relacionamentos, nossa família, nosso sangue começa a fluir mais lentamente, aprendemos a gostar do escuro, da solidão, (gostar não, sentimos  medo de encarar a luz, e as pessoas). Fragilizadas, com nossos ossos cansados, passamos a ser apenas a sombra um espantalho que ninguém se importa, porque nós não conseguimos importar conosco.

O custo de um amor devastador e frustrante.


Nós sabemos do custo de um amor frustrante e devastador para nossa vida. Custa nos tempo, energia, atenção, observação, indecisões, sugestões, instruções, ensinamentos e treinos. Além é obvio dos custos materiais.

Todos esses custos são digamos saques que fazemos em nossa “caderneta de poupança”  emocional, estamos “sacando” nossa energia, nossa alegria, nossa força para enfrentar os problemas do dia a dia. E assim sem uma reserva vamos ficando embotadas, enfraquecidas. Não temos como fazermos novos depósitos, já que estamos totalmente voltadas para gastar nossas reservas, e perdemos a oportunidade de amealhar conhecimento, reconhecimento, ideias, animação, começamos a nos sentir pobres, o pior tipo de pobreza que existe, a pobreza emocional e espiritual.

Fomos trapaceadas, usadas, manipuladas, quando nos damos conta, procuramos e não conseguimos encontrar nossa “conta poupança” o que nos pertence e devia está ali, desapareceu misteriosamente, ou nos foi escondido. Sem duvida essa constatação nos deixa atordoadas. Começamos a vagar a procura do que nos foi roubado. E como todo mundo que foi roubado tomamos decisões precipitadas.

Renunciamos aos nossos sonhos, aceitamos sermos seduzidas por ilusões tolas, promessas infames, ou decidimos sermos “boazinhas” demais e não colocarmos os pés no chão, e assim acabamos perdendo também a nossa vida com todas essas decisões precipitadas.

São essas decisões precipitadas que tomamos normalmente depois de sermos roubadas, que nos mantém afastadas da “nossa casa” que nos ressecam a alma, e nos faz acreditar que não temos utilidade para ninguém, nem mesmo para nós.

Passamos então a agir como os “outros” acham que deveríamos agir, e não da forma que desejamos. Essa atitude nos leva a acompanharmos quem quer que nos dê a impressão de ser mais forte, sem ao menos analisarmos se isso é bom ou não para nós.

Começamos a olhar de menos, e brincamos quando o que deveríamos fazer era sermos diretas sobre o que desejamos para a nossa vida. Começamos a deixar de dar importância para coisas com nossos sonhos e nossas prioridades, protelamos tudo e nos recusamos a dar o próximo passo, a empreendermos as mudanças necessárias para reavermos “nossa conta poupança”.
E nos transformamos nas mulheres que a “sociedade” quer, seremos valorizadas em um mundo que valoriza as mulheres que são teleguiadas, que não sabem dizer não, que não sabem a hora de parar. E assim vagamos pela vida, sendo joguete de um e de outro sem sabermos o que realmente queremos para nós.

Sem duvida fomos educadas para suportar todo o tipo de estoicismos, como nossas mães suportaram antes de nós, e por isso temos tanta dificuldade em perceber que estamos definhando, lentamente, gradualmente, definhamos até que um dia...

Mas até que um dia... Continuamos a nos empurrar cada vez mais para longe de “nossa casa”, ficamos vagando. Vitimas de nossas escolhas infelizes, que nos desviou do caminho. Mas acredite a bússola que precisamos para voltarmos “para casa” está dentro de nós. Por isso não perca a fé. Todas nós podemos encontrar o caminho de volta para “nossa casa”.

Venha vamos voltar “prá casa”!



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quinta-feira, 16 de maio de 2013

A dor nos leva a fugirmos de nós mesmas.


Todas nós já fantasiamos que somos outra pessoa, que vivemos em outro lugar. Fugimos da nossa realidade, ficamos longe de nós mesmas.  Às vezes é muito difícil levar a diante a nossa vida, fica mais leve quando fugimos, principalmente quando estamos vivendo uma situação de abuso, de dor, de humilhação, e até de agressão física.

Quando eu era casada, vivia em minha cabeça em outra realidade, muitas vezes encontrava dificuldade em “voltar”, a tamanha dor que sentia não me permitia me manter o tempo todo no caos que era minha vida.

Não conseguia de forma alguma aceitar a minha vida em meu corpo, não fazia contato comigo mesma, meu subconsciente em um ato de proteção me levava para outro mundo, outra realidade, linda, perfeita. Onde eu era amada, desejada, respeitada, querida e necessária. 

 Mas a perda de contato conosco acaba criando a eterna sensação de solidão, de isolamento. Perdemos o prazer supremo de nos conhecer, de nos amar, de nos entender, e assim acabamos por perder o contato com a realidade que nos rodeia por um longo período.

Nos tornamos chatas, porque não conseguimos nos conhecer e manter uma intimidade conosco, como podemos esperar que o outro nos tolere?

Quando começamos a “acordar” e paramos para nos observar, quando aprendemos a prestar atenção aos nossos pensamentos, a nos perguntar o que pensamos a respeito da pessoa que somos, iniciamos o processo de auto avaliação, e aprendemos assim a nos aproximar de nós mesmas, e depois do outro. Paramos de nos auto rejeitar.

Começamos a nos sentir confortáveis em nosso corpo, a nossa respiração começa a fluir com mais facilidade, a nossas costas começam a fica mais eretas, nossa barriga mais relaxada, isso acontece naturalmente, muitas vezes até demoramos em perceber essas mudanças. Mas o contrario também é verdadeiro quando negamos a nós mesmos, quando nos rejeitamos o nosso corpo vai reagir sentindo dor, medo, a nossa respiração fica pesada, nosso estomago começa a doer, nos avisando de que estamos ansiosas e confusas emocionalmente.

Quando temos um relacionamento superficial com nossas emoções negamos nossos sentimentos, mas o nosso corpo revela que estamos na realidade nos abandonando. Quantas vezes dizemos que não conseguimos sentir verdadeiramente.

Não conseguimos sentir o que pensamos e o desafio aqui é reconhecer esse sentimento e aceitar o desafio de enfrentar. De encarar que é necessária uma mudança em nossa vida.

Porque o mecanismo de defesa que usamos pra não sentir, já se transformou em um hábito, e se não tomarmos a firme decisão de nos abrir sinceramente e sentirmos uma verdadeira compaixão pela pessoa que somos, cada dia mais vamos viver mais distantes do nosso corpo, da nossa alma, e mais e mais sem conseguirmos sentir nossas emoções.

Temos que nos conscientizar de que os sentimentos não desaparecem magicamente, só porque não pensamos neles, ao contrario eles ficam latejando dentro de nós e um dia vão sair de uma forma ou de outra. Por isso o melhor caminho é sempre deixar que eles fluam naturalmente.

Vou deixar uma sugestão: comece por entrar em seu sentimento, sem nenhuma intensão de analisa-lo, apenas observe, deixe que a emoção desse sentimento flua. Não tente de forma alguma compreender o que aconteceu ou deixou de acontecer, não faça perguntas, deixe os porquês para depois, apenas sinta. Respire calma e profundamente e deixe a emoção fluir através do seu corpo. 

  A compreensão do que aconteceu virá naturalmente na hora oportuna, da mesma forma que sua mente encontrou um meio de fugir das dores emocionais, ela encontrara os porquês, confie em você, na sua capacidade de se acolher, de se amar, de se cuidar.

Tudo o que necessitamos é mantermos um relacionamento saudável conosco mesmas, criar uma intimidade com a pessoa que somos hoje, sem auto acusação, sem culpa, sem medo. Temos que aprender a apreciar a energia que flui através de nós. Sentir o quanto é agradável essa energia maravilhosa e transformadora.

Quando começamos uma caminhada rumo ao nosso autoconhecimento, nos tornamos ousadas, aprendemos a tomar decisões irreversíveis em nossa vida, a favor de nosso corpo da nossa alma. Acredite o poder de transformação da nossa vida está no ato corajoso de nos conhecermos.

Não temos como fugir de nós mesmas par sempre, podemos até fingirmos para o mundo,  quando não estamos preparadas para enfrentar a realidade, mas dentro de nós, não tem como nos enganarmos.

Quando nos entregamos a esse momento de intimidade conosco, começamos a romper as barreiras e sem rodeios, rompemos a difícil barreira das palavras, e ai vamos começar a falar o que queremos o que precisamos. E assim nossa vida vai ficando mais leve, deixamos sair de dentro de o peso das palavras guardadas.

E então vamos começar hoje o longo e excitante processo de nos conhecer?

quarta-feira, 15 de maio de 2013

Sentimos necessidade de criarmos novos finais para as nossas historias - Precisamos de uma amiga incondicional


Chega um momento em que temos que admitir que estamos sozinhas, que o nosso lar é violento, nesse momento sentimos uma sensação agridoce em nossa boca, a dor de termos que nos confrontar com a verdade de que não temos nenhum instrumento de valor para modificarmos a situação.

Começamos então a ansiarmos por esculpirmos a nossa nova vida, queremos nos reerguer, fugirmos dessa situação dolorosa e vergonhosa. 

Sentimos que temos que começarmos a eliminar os excessos, os supérfluos, que necessitamos criar outros finais para a nossa historia de vida. Temos que abrir novos caminhos. Sentimos uma necessidade urgente de nos apaixonarmos por nós mesmas, de nos reerguer a partir do nosso fracasso, de reduzirmos a cinzas a nossa vida atual.

Queremos ansiosamente conhecer a nossa verdade, atiçarmos os nossos sentimentos que por tantos anos estão mornos, se não totalmente frios de tanto que os escondemos e os negamos, estamos a procura de nossa nova chance.  E também queremos perder a terrível sensação de que vivemos em um mundo diferente, um mundo onde o medo, a humilhação e a dor nos acompanham constantemente.

No inicio oferecíamos resistência a esse mundo, tínhamos pavor dele, não conseguíamos mergulhar nele com facilidade, mas entendemos que a única maneira de escaparmos dele é primeiro conhece-lo.  Só assim vamos curar nossos nervos em frangalhos, a solidão que nos impusemos, a ausência de energia  e de forças, a enorme fadiga e o cansaço de acreditarmos que não havia nenhuma saída nesse mundo terrível onde estamos vivendo. 

Estamos frustradas em nossas necessidades básicas, não encontramos forças suficientes para procurarmos a saída, e assim continuamos girando em círculos para sempre. Sentindo-nos encurraladas em uma casa que necessita ser limpa com uma pá mecânica, tamanha é a podridão dentro dela.

Tudo o que desejamos e partir, para um lugar distante, onde ninguém possa nos encontrar, onde podemos nos sentir seguras e a salvo. Como entendemos que isso é um desejo impossível, aprendemos a camuflar esse nosso desejo, e isso nos enche de culpa, de vergonha, por que nos sentimos egoístas, a ponto de querermos abandonar nossa família na hora que mais acreditamos que precisam de nós.  Esquecemo-nos nesse momento de que naquela casa, “a hora que mais precisam é sempre”.

Muitas de são ameaçadas de morte, se  não morte física a morte de nossa alma é sempre um fato consumado diante de tais acontecimentos . somos literalmente arrastadas pela vida de outra pessoa, e com isso acabamos por perdermos a nossa legitimação como indivíduos que somos. Esquecemo-nos de como é nos definirmos e discriminar os nossos sentimentos, vivemos então uma vida confiscada e abandonada. E é obvio vamos definhando e perdendo o nosso brilho.

Nosso espirito fica pesado, necessitamos com urgência de alguém que nos ame acima de tudo, que nos tenha uma profunda tolerância, porque nossas feridas são profundas, precisamos de uma amiga que nos de sustentação, independente de condições financeiras, status, sociedade, precisamos com urgência de uma amiga de verdade...

Como lidar com nossas emoções negativas?


Tentamos a qualquer custo evitar as emoções que tememos aquelas que nos são dolorosas. Aliás, algumas de nós tentam não sentir nada, nenhuma emoção, acreditando que assim poderá evitar a dor da alma, que as emoções às vezes nos provocam.

Esquivamo-nos de ter um relacionamento baseado no amor e na confiança, porque tememos a rejeição, e assim evitamos qualquer situação em acreditamos que existe uma possibilidade de sermos rejeitadas.  

Quando não conseguimos lidar com as emoções, não olhamos para elas de frente e as vivenciamos, estamos na realidade fazendo a suprema armadilha para nós mesmas, nos protegemos a curto prazo, a custo tão alto que não vale a pena.  

Veja: agindo dessa forma você sem nenhuma duvida, está se protegendo de sentir a dor da rejeição, mas o prejuízo imenso que essa proteção vai lhe causar em termos de amor próprio, intimidade e união, que você tanto deseja?

Bem não tem como nos abstermos de sentirmos. Todos nós sentimos de uma forma ou de outra. O que quero sugerir aqui hoje, é um meio de aprendermos a sentir de uma forma que fazer com que as emoções que chamamos de negativas, possam trabalhar a nosso favor.

Quando negamos nossas emoções, ás mantemos dentro de nós o tempo todo acesas, ligadas. E então não conseguimos sair do sofrimento que tanto queríamos evitar. Passamos o filme da dor sentida a todo o momento, até que outra dor maior ou mais recente venha substituir a antiga. 

Tentamos nos enganar dizendo para nós mesmas: “Não é tão ruim assim”, mas não conseguimos deixar de sentir a mágoa de acreditarmos que alguém se aproveitou de nós, de acharmos que tudo só acontece conosco, de como fizemos tudo direitinho, mas mesmo assim as coisas deram erradas.  Enfim nunca conseguimos mudar o foco, e continuamos a nos fazer sempre as mesmas acusações, as mesmas criticas todas elas extremamente enfraquecedoras.

Quando ignoramos as mensagens que as nossas emoções estão tentando nos passar, isso de nenhuma forma melhora a nossa situação, estamos apenas criando mais dor para nós.  Já que as emoções que tentamos ignorar  criam uma pressão em nossa alma, e vai se intensificando até que você não terá nenhum outro jeito a não ser encarar de frente a situação. Bem então a partir de todas essas questões agora já conseguimos entender que tentar ignorar nossas emoções não é de nenhuma forma a solução.

Mas existe muitas de nós que param de lutar contra suas emoções e decidem se entregarem a elas, intensificando-as e fazendo com que se tornem ainda piores do que são na realidade. As emoções negativas passam a ser o “emblema de coragem e sofrimento” da pessoa. 

Quantas de nós conhecemos pessoas que dizem assim: “E você acha que está ruim para você, olha o que aconteceu comigo”. Eu tinha uma vizinha assim: Quando contei a ela que tinha recebido um diagnostico de câncer, ela me disse que tinha uma depressão muito pior do que um câncer. Depois teve uma época no meu tratamento que comecei a inchar muito, estava com uma metástase comprimindo minha veia cava, e, portanto, impedindo a circulação de sangue nos meus membros inferiores, todos os dias ela acordava e ia na minha casa, me dizer como tinha sentido dores horríveis no corpo, e mandava eu observar o quanto ela estava inchada. Nunca consegui ver o tal inchaço, mas... Até o dia em que me cansei e pedi a ela que fosse mais a minha casa. Há algum tempo eu tomei a decisão de não aceitar perto de mim, nada que puxe para baixo.

Pessoas assim fazem da reclamação parte da sua identidade como individuo, esse é o meio que conseguiram encontrar de serem diferentes, e sentem orgulho e prazer, quando acreditam que estão piores do que os outros.  Essa talvez seja uma das armadilhas mais mortíferas que existe.  Porque quando decidimos fazer um investimento em nós para nos sentirmos mal, com regularidade, estamos na verdade nos sentindo acuadas, significa que não conseguimos encontrar nenhuma outra forma de lidar com nossas emoções negativas e nos entregamos a elas.

Pense em tudo o que falamos aqui, no próximo post, vamos tentar encontrarmos uma solução melhor.

terça-feira, 14 de maio de 2013

Que tal sair um pouco de dentro da "caixinha" em que vivemos?


Qual é sua aparência quando você sente que está fora do controle? Qual é sua aparência quando você está vivendo fora dos parâmetros que você considera normal? Como você delimita esses parâmetros?
Nós nos colocamos dentro de uma “caixinha”, e nos mantemos dentro dela por toda a nossa vida se não tomarmos a firme decisão de sairmos. Esmagamo-nos para cabermos dentro de “caixinhas” que são muito menores do que nós. Condenamo-nos, nos julgamos com diálogos internos duros, e doloridos. Tudo isso para nos esmagarmos e cabermos dentro da “caixinha” que construímos para nós. Criamos para nós parâmetros limitantes, e não nos permitimos sair deles.  Tornamo-nos pequenas para caber dentro dos limites que criamos.  E começamos a acreditar que a vida está nos punindo. “Tenho certeza que isso só acontece comigo...” é uma das grandes falas de quem vive dentro da “caixinha”. Ou talvez: “Tenho certeza que você não foi capaz de fazer isso”!  Essa é outra grande fala da caixinha.
Não nos fazemos as perguntas certas, porque tememos as respostas. Tememos as emoções que vem junto com a resposta. Estou lendo um livro: Desperte o gigante interior de Anthony Robbins, onde ele diz que a vida é feita de perguntas, e que quando fazemos as perguntas certas vamos obter as respostas certas.
Bem aproveitando esse aprendizado vamos hoje fazermos algumas perguntas para nós:
O que está fora de controle em minha vida agora?
O que minha “caixinha” representa para mim?
Se eu pudesse ter a vida que eu realmente escolhi qual seria essa vida? Em que caixinha estaria hoje?
O que estou controlando hoje, e que teria que deixar de controlar, para ter a vida que sempre sonhei em ter?
A única razão porque você não tem a vida que sempre sonhou, é porque você se colocou na “caixinha” errada, e não se permite mudar de “caixinha”. Porque para  você se permitir mudar de “caixinha”, você terá obrigatoriamente que deixar ir algumas coisas junto com a velha “caixinha”.
E quando decidimos mudar, estamos saindo do controle da situação, e saindo da “caixinha”, que esculpimos ao longo de nossa vida.
Quero te dar uma sugestão:  Que tal olhar a vida como uma grande aventura? Como um jogo muito divertido?  Isso!  Vamos mudar nossas crenças básicas, sobre a vida. Coloque uma mensagem no painel do seu celular com a pergunta:  Qual a nova aventura eu posso viver hoje?  O que eu posso fazer hoje que me trará alegria? O que eu posso acrescentar em minha vida para torna-la mais alegre e bem humorada? Que novo prazer eu posso me permitir sentir hoje?
As perguntas nos  levam sempre a uma maior conscientização e sensibilização (foi preciso ler o livro do Anthony Robbins, para me dar conta disso), as perguntas tem o poder de abrir a nossa “caixinha”, para uma infinidade de novas possibilidades.
Permita-se ser feliz.



segunda-feira, 13 de maio de 2013

A negatividade tem inundado a sua vida? Mude o foco!


Todas nós temos dias em que parece que ficamos presas em uma teia negativa, isso é normal, acontecer de vez em quando, não vejo problema algum esse tipo de acontecimento esporádico. Mas quando o negativismo se torna um estado natural, se transforma em um hábito (mesmo que você tente esconder esse hábito), a energia negativa emanada de você vibra em torno de seu corpo, e começa a atrair pessoas desagraveis, acontecimentos infelizes, você começa a perder oportunidades e se torna uma pessoa incapaz de atingir seus objetivos e alcançar seus sonhos.

Não escolhemos ser negativas, ninguém faz uma escolha dessas conscientemente. Por isso o primeiro passo para modificar seu estado de espirito é aceitar seu lado negativo, porque quando você aceita e se conscientiza desse hábito ele vai aos poucos se dissolvendo. Muitas vezes nossa negatividade fica escondida, e não conseguimos percebe-la.

Lembrem-se pensamentos são energia, que atraem mais de seus iguais, então quanto mais pensamentos negativos você tiver, mais pensamentos negativos terá.  Se você tem o hábito de viver reclamando, se culpando, ou culpando os outros, e criticando tudo o que acredita que não está certo. Está na hora de parar e fazer uma boa meditação, para ver o que está acontecendo em sua vida. Sente-se em um lugar tranquilo, e procure ficar em silencio, e ouvir a sua vibração mental. Esse pequeno exercício vai te surpreender.  Ou então, tente esse outro exercício: observe uma situação em sua vida, digamos o seu trabalho. Quais são as emoções que você sente a respeito do seu trabalho? Faça uma pequena lista. As suas finanças? Quais as emoções você sente quando pensa em sua vida financeira? Seus relacionamentos. Quais emoções te despertar pensar em seus relacionamentos? Sua saúde como está?

Pense você vive atormentada por estresse, preocupação, ansiedade, medo, raiva?  Caso tenha respondido sim para a maioria das perguntas tenha certeza os pensamentos negativos tem dominado a sua vida.
Quando nos sentimos indignas, incapazes, inseguras ou sofremos de baixa autoestima, estamos inconscientemente projetando atitudes negativas.  Lembre-se nossos problemas emocionais se manifestam em nossa saúde.

Decidimos conscientemente ou não como vamos responder á vida. Não são os problemas que nos perturbam, são nossas escolhas de como vamos reagir diante dos problemas que nos incomoda.

Mesmo quando estamos cercados de pessoas negativas podemos minimizar o contato com os infortúnios. Não permitir que nossa energia e nossa felicidade seja drenada.  Podemos por exemplo, para de ver os noticiários da TV,  tudo o que normalmente passa em um noticiário desses é apenas dramas, e esse tipo de programação nos leva a nos afundar cada vez mais na negatividade.

Ninguém consegue fazer uma mudança de hábito com rapidez, mas podemos ir nos transformando aos poucos. Lembre-se que somos seres em construção, e por tanto temos que construir cada dia um pouquinho mais. As nossas emoções e atitudes negativas foram aprendidas em anos, e para desaprendê-las também vamos levar algum tempo.

Existem alguns passos que vão te ajudar a modificar seus hábitos negativos:
- Procure o beneficio em cada situação ruim, sempre existe um beneficio, só que como focamos no pior não costumamos vê-lo. Vai exigir de você algum esforço, mas tenha certeza que valerá a pena.

- Você vive cheia de mágoas, culpa, e arrependimentos de coisas que aconteceram em seu passado? Suas crenças te limitam? Você está em um relacionamento que está te fazendo mais mal do que bem? Sente a negatividade rondando sua vida sempre? Encontre a raiz de tudo isso.  Pare pondere e veja onde tudo começou.

- Faça escolhas positivas, seja qual for a situação. Por exemplo, se você perdeu seu emprego, você poderá optar por enfatizar todas as implicações financeiras e necessidades a curto prazo. E ainda sentir raiva e ressentimento por ter sido demitida, em um momento em que tinha muitos compromissos financeiros para cumprir. Ou você poderá optar, por se sentir feliz, com a oportunidade que a vida está te dando de encontrar um trabalho mais satisfatório e gratificante, financeiramente e quem sabe inclusive mais compensador em termos de realização pessoal?  Ou talvez essa seja a oportunidade de você dedicar mais tempo a sua família, ou a outra atividade que te de prazer e que estava ficando negligenciada.  Por fim você terá mias tempo para você e suas realizações pessoais, tão importantes, que estavam  esquecidas.

A escolha em ver o melhor ou o pior lado de uma situação é sempre nossa, e é uma escolha intransferível.
A gratidão abre portas que nada mais consegue abrir. Quanto mais coisas você conseguir encontrar para agradecer em sua vida, principalmente quando estiver passando por tempos difíceis, mais sua atitude vai se transformar. Observe. Sua experiência de vida mudando gradativa e firmemente diante da sua mudança de atitude. Nós criamos a mudança que desejamos para nós.
Acredite, comece, transforme seu mundo agora!

sexta-feira, 10 de maio de 2013

Se você precisar eu estou aqui pronta para te ajudar.


Todas nós precisamos de ajuda para atravessar tempos difíceis, tempos em que nossa vida está confusa e bagunçada. 

Precisamos encontrar alguém que nos ajude a colocar ordem em tudo. Que nos apoie, nos oriente. Necessitamos de orientação para que possamos crescer como seres humanos, como mulheres.

Mas para que a ajuda venha, temos que está pronta para receber. Temos que sentir a necessidade de sermos ajudadas, caso contrario todo o esforço do outro será inútil.

Quando pedimos ajuda não estamos demonstrando que somos fracas ou inúteis  muito ao contrario o pedido de ajuda significa que reconhecemos que sozinhas não somos capazes de resolver o problema e que estamos tendo sabedoria suficiente para buscar alguém que já tenha mais experiência e conhecimento do que nós.

Quando estamos abertas a receber a ajuda aparece, mas antes temos que permitir que ela chegue até nós. Quando você procura sua alma lhe mostra a direção a seguir.

Eu estou aqui, agora lhe oferecendo a ajuda que você necessita para sair de seu problema, para ajuda-la a usar seu discernimento e sua sabedoria e modificar totalmente sua vida.
Caso sua alma te peça para aceitar:

Estou me disponibilizando a dar aconselhamento e orientação gratuitamente a qualquer pessoal que esteja passando por situação de agressão doméstica, ou esteja passando por tempos difíceis devido ao câncer. 

E esteja necessitando falar sobre o assunto ou mesmo de um conselho. Disponibilizo o E-mail: fatimamasoterapeuta@hotmail.com ou Deixe mensagem in box em minha pagina pessoal no Facebbok:http://www.facebook.com/queroviver.
Sou grata a todos pela oportunidade de juntos aprendermos mais.
LUZ E PAZ
Maria de Fátima Jacinto

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