A doença de Alzheimer é a causa mais comum de demência no
idoso.
É uma doença degenerativa que afeta o cérebro, provocando
atrofia progressiva das estruturas neurológicas.
Manifesta-se com a alteração de humor e de comportamento.
Inicialmente a pessoa apresenta perda progressiva da
memória, principalmente para eventos recentes, ou seja, não se esquece do
passado, mas tem dificuldade de se lembrar do que ocorreu há alguns instantes.
Promove a perda das habilidades de pensar, raciocinar e
memorizar.
Caso a pessoa vá à padaria da esquina, por exemplo, pode
ocorrer de ela não conseguir fazer o caminho de volta para casa.
O avanço da doença afeta a linguagem, dificultando a
expressão e também o aprendizado.
A progressão da doença é lenta, porém implacável.
Os sintomas vão se agravando com o passar do tempo, durando
com frequência mais de dez anos; essa é a perspectiva de vida de uma pessoa com
Alzheimer.
A doença culmina na demência, que é um transtorno mental
orgânico, resultando na perda progressiva ou permanente das faculdades
intelectuais.
A pessoa perde a razão e a capacidade de cuidar de si mesma,
apresentando também alteração na personalidade.
É muito comum entre as pessoas desejarem o controle sobre a
realidade, querer garantir antecipadamente os resultados almejados e procurar
ter as “rédeas” da condução da própria vida e, às vezes até, da vida dos
outros.
Para tanto, fazem-se necessárias as faculdades mentais, que
possibilitam a interação com o meio em que vivem.
A integração com o ambiente e as relações interpessoais
requerem que se estabeleça elo ou cumplicidade entre as pessoas, bem como
interesses pelos assuntos em questão.
Quanto maior a cumplicidade, maior a integração com o meio.
Do mesmo modo, para o uso das faculdades intelectuais é
necessário elevado nivel de conexão consigo mesmas e com as situações ao redor.
Para um bom relacionamento social ou afetivo é imprescindível
a capacidade intelectual para mediar os diálogos, melhor dizendo, a atenção, os
registros das informações e a organização da expressão verbal e corporal.
Quanto mais afinidade existir entre as pessoas, melhor será
a interpretação do que está sendo dito, possibilitando maior interação no
diálogo. Isso fica evidente numa convivência longa e com profundos laços
afetivos, como a de um casal.
Basta um gesto ou um olhar, para que o outro se inteire do
assunto.
A empatia favorece não só a aproximação como a comunicação
entre as pessoas; meias palavras são suficientes para interpretar e responder o
assunto em foco. Pode-se dizer que quanto mais próxima a pessoa estiver do
ambiente e daqueles que a cercam, mais ela exige das estruturas mentais para se
situar nos assuntos e fornecer elementos para interação. Se por um lado os
diálogos ficam mais simples, por outro a necessidade de elementos interiores
como a memória e o raciocínio é aumentada.
A doença de Alzheimer é um mal que aflige pessoas que não
conseguiram estabelecer um profundo elo com a realidade.
É como se vivessem naquele entusiasmo da paixão, mas não
estabelecessem profundo elo existencial com a vida. Apesar do tempo que
viveram, não se sentiram profundamente integradas ao ambiente.
Segundo a ótica metafísica, aquele que se cuida, terá sempre
condições para o fazer; já aquele que se anula, poderá comprometer a valiosa
capacidade de atuação no meio.
O maior poder é o de sermos nós mesmos.
Não basta apaixonar-se pela vida; é importante sentir-se integrado
à realidade cotidiana.
A falta de fé em si, provoca o desejo de domínio sobre os
outros e o excesso de cobranças!





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