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terça-feira, 10 de janeiro de 2012

Obesidade: Necessidade de sentir-se acolhido.


Atualmente a obesidade tem sido um tema amplamente divulgado.
Vem sendo pesquisada pela comunidade científica e explorada por oportunistas que oferecem regimes milagrosos que mais prejudicam o corpo do que resolvem definitivamente o problema.

O aumento de peso tem afetado boa parte da população, principalmente pessoas de média idade.

A preocupação com a elevação de peso, na maioria dos casos, é exagerada, por que não só afeta o físico, mas também abala a auto-estima e fere o amor-próprio.

Excesso de peso é um constante desconforto.
O espelho denuncia a existência de curvas indesejadas no corpo, as roupas perdem o caimento que sempre tiveram ou, infelizmente, nem servem mais.


Para desespero da pessoa, ela precisa admitir que engordou.
Numa sociedade que cultua um modelo estético de corpo esguio, de modelos magras, ter uns quilos a mais já é motivo de preocupação, por causa da discriminação.

O que mais afeta as pessoas que estão acima do peso é serem taxadas de gordas e discriminadas no grupo de amigos.

A adequação é um dos objetivos de qualquer um, portanto a obesidade fará a pessoa sentir-se inadequada; isso causa grande abalo emocional.
Antes de se dedicar a um método de redução de peso, é preciso integrar-se com a própria realidade corporal, porque muitas vezes a pessoa  não esta acima do peso como imagina, mas, em sua visão distorcida do próprio corpo, ela equivale a alguém que possui peso bem elevado.

Aceitar o próprio peso não significa acomoda-se à condição em que se encontra. ´

Se a pessoa se integrar com sua real condição, sem se depreciar, ela vai escolher um método de emagrecimento que não agrida o corpo nem prejudiquem a saúde.

Quem comete exageros, aventurando-se em regimes rigorosos e exercícios pesados para perder o máximo de peso no mínimo de tempo, não respeita os limites do corpo e, conseqüentemente, agride-se o corpo.

Empenhar-se nos objetivos estéticos é saudável, mas não se deve radicalizar.

O verdadeiro bem estar não depende do peso que o corpo apresenta, mas sim de como a pessoa está se sentindo interiormente.

O fato de o indivíduo não se tornar escravo das aparências já é um ponto favorável para que se sinta bem consigo mesmo.

Cuidar do corpo é um gesto de carinho.

Evitar os excessos e preservar a integridade física com dietas amenas intercaladas com exercícios leves representa uma maneira natural de perder peso, sem a pressão exercida pela baixa auto-estima quando se atrela o emagrecimento à felicidade.

A insegurança e a fragilidade interior tornam a pessoa dependente das formas físicas para estabelecer vínculos afetivos.

Já aqueles que são interiormente saudáveis, além dos cuidados com o corpo, consideram outros talentos como agentes de integração e preservação de um relacionamento.

A estética corporal promove uma aproximação circunstancial.

A condição emocional é responsável por estender uma relação, sustentando longo convívio entre o casal.

Um corpo com as formas escultural desperta nos outros o desejo, mas não necessariamente promove laços afetivos saudáveis.

Para o sucesso no relacionamento, o corpo não é tudo, porque, quando gostamos de uma pessoa, envolvemo-nos num encanto mágico, típico dos enamorados. Esse estado faz emergir os desejos sexuais, promovendo a atração, que suplanta os sensos estéticos impostos pela sociedade.

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